Eletrificação das frotas ganha força nas empresas portuguesas

A eletrificação das frotas empresariais está a consolidar-se em Portugal, com mais de metade das empresas a integrar já veículos eletrificados e a preparar investimentos em infraestruturas de carregamento, segundo o Barómetro Automóvel e de Mobilidade 2026 da Arval Mobility Observatory
A Arval Portugal apresentou as conclusões do Barómetro Automóvel e de Mobilidade 2026, elaborado pelo Arval Mobility Observatory, que revela uma aceleração da transformação das frotas empresariais em Portugal. O estudo indica que as empresas estão a reforçar a aposta na eletrificação, na mobilidade alternativa e em soluções para controlar os custos de operação.
Eletrificação consolida-se
Segundo o estudo, 52% das empresas portuguesas já integram veículos eletrificados nas suas frotas. Nos próximos três anos, prevê-se que os veículos elétricos representem, em média, 22% das frotas, contribuindo para que mais de metade dos veículos ligeiros de passageiros das empresas sejam eletrificados.
O desenvolvimento da infraestrutura acompanha esta evolução: 85% das empresas afirmam que a sua política já contempla ou irá contemplar o carregamento de veículos nas próprias instalações. Entre as organizações que disponibilizam ou planeiam disponibilizar carregamento em casa, 68% apontam a wallbox como solução preferencial.
Políticas de Mobilidade Alternativa e Descarbonização
A par da transição energética dos veículos, a mobilidade alternativa ganha um terreno significativo. Atualmente, 53% das empresas portuguesas já implementam pelo menos uma solução de mobilidade alternativa ao automóvel. Uma evolução notável é a criação de planos de mobilidade corporativa: 22% das empresas já têm um plano para as deslocações casa-trabalho. Destas, 22% aplicam o plano a todos os colaboradores e 33% direcionam-no especificamente a quem não possui viatura da empresa, demonstrando uma visão mais transversal da mobilidade.
As principais motivações para a implementação destas políticas vão muito além da frota: 39% das empresas justificam-nas com a sua política de Responsabilidade Social, 38% com a melhoria da imagem e atratividade da empresa e 36% para dar resposta a necessidades de Recursos Humanos, como a retenção e recrutamento de talentos. No campo ambiental, 40% das empresas já definiram ou estão a avaliar objetivos de descarbonização da frota.
Confiança no futuro, Controlo de Custos (TCO) e Renting
O Barómetro 2026 demonstra a resiliência do tecido empresarial: 88% das empresas nacionais acreditam que a sua frota irá crescer ou manter a dimensão nos próximos três anos. Contudo, a mitigação do aumento dos encargos financeiros é identificada como um dos maiores desafios na gestão.
Para combater este obstáculo, “as empresas portuguesas estão a tomar ações concretas”. Cerca de 44% já recorrem a apoio especializado para encontrar soluções de eficiência. Na renovação das frotas, o renting continua a ganhar força, sendo a opção escolhida por 37% dos gestores. Adicionalmente, numa estratégia alinhada com o mercado europeu, 44% das empresas já incluem viaturas usadas nas suas aquisições ou alugueres, e 42% consideram manter esta prática nos próximos três anos.
Gonçalo Cruz, Head of Consulting do Arval Mobility Observatory em Portugal, sublinhou que “Os dados do Barómetro de 2026 provam que os gestores portugueses ultrapassaram a fase das intenções e estão no terreno a executar a transformação. A eletrificação é hoje estrutural nas nossas frotas. Simultaneamente, num cenário de pressão económica, vemos os gestores a apostar fortemente no renting, em viaturas usadas e em ferramentas digitais para dominar o TCO, sem esquecer a implementação de planos de mobilidade abrangentes que são fundamentais para atrair e reter o talento nas organizações.”




