febi informa sobre Controlo das Emissões do Cárter

As emissões do cárter são produzidas como um resultado do processo de combustão do motor de combustão interna. Estes são um sub-produto deste processo, com a fuga de gases de escape em torno dos segmentos do pistão para o interior do cárter
O volume total destes gases varia dependendo da pressão no cilindro, pressão dos segmentos do pistão e desgaste dos componentes. Os elementos encontrados nestes gases incluem partículas de desgaste, óleo, combustível, gás e ar. A composição específica dos elementos varia dependendo do combustível, configuração do motor, rotação e carga, e histórico de manutenção.
Estes vapores são, na maioria das vezes, compostos por hidrocarbonetos (HC), monóxido de carbono (CO), dióxido de carbono (CO2), óxidos de azoto (NOx), vapor de água e vestígios de sulfatos e aldeídos. As emissões de hidrocarbonetos do cárter correspondem geralmente a 3%, do total das emissões de escape, verificadas ao final da primeira metade da vida útil do motor. No entanto, devido às tolerâncias dos segmentos do pistão, as emissões de hidrocarbonetos do cárter podem aumentar para 20% do total das emissões.
Se não forem controlados, estes gases podem contaminar o lubrificante, resultando em resíduos. O cárter pode ser pressurizado – resultando na falha dos retentores do óleo – o que por sua vez poderá resultar em fugas de óleo, e ainda ter impacto no arranque e na suavidade do funcionamento do motor e nas emissões de escape.
A Ventilação Positiva do Cárter (PCV) é um sistema que foi desenvolvido para regular a pressão interna e remover vapores nocivos do motor de combustão interna. Isto impede que estes vapores sejam expelidos para a atmosfera.
O sistema PCV permite isto através de um coletor de vácuo para aspirar os vapores do cárter para o sistema de admissão. As partículas de óleo separadas fluem novamente para o cárter de óleo e os gases limpos recirculam para a zona da admissão. De seguida são transmitidos com a mistura de ar/combustível para a câmara de combustão, onde serão queimados.
Todos os veículos têm algum tipo de sistema de ventilação do cárter, que pode consistir em várias peças básicas incluindo tubos e conectores, um separador de óleo e uma válvula de ventilação. Estes componentes podem ser separados ou embutidos no motor.
As falhas mais comuns de um sistema de ventilação do cárter são a rutura da membrana da válvula de borracha e tubos ou condutas bloqueadas ou fissuradas. Isto resulta no elevado consumo de óleo, óleo queimado, perda de potência, falhas e depósitos elevados de carbono. Os sinais de falha do sistema PCV incluem ruídos provenientes da admissão, fumo cinzento no escape, consumo elevado de óleo, e acumulação de resíduo espesso esbranquiçado ou amarelado na tampa de óleo.
Contudo, muitos destes sintomas podem não ser identificados ou podem ser incorretamente diagnosticados – confundidos com outras falhas ou componentes.
Abaixo são descritos alguns exemplos do sistema de ventilação do cárter:
Land Rover Freelander TD4 e Range Rover TD6
Fuga de óleo do motor – geralmente pelo tubo da vareta, uma vez que a vareta sobe ligeiramente devido à pressão no interior do cárter. Outros sintomas que podem ocorrer, falta de potência do motor (a rotação do motor não aumenta), fumo de escape preto ou azul e consumo excessivo de óleo.
Estes sintomas resultam do bloqueio do filtro da ventilação do cárter – localizado no conjunto da válvula de controlo da pressão, que é instalada na tampa da árvore de cames. Substitua o filtro bloqueado e o conjunto da válvula de ventilação, limpe qualquer excesso de óleo, e teste.
Vários modelos Volkswagen, Audi, SEAT e Skoda, equipados com o motor 1.8 ou 2.0 FSi/ TFSi
O cárter do motor mantém-se em vácuo durante o funcionamento do motor. O motor é equipado com uma válvula de ventilação do cárter instalada na tampa de válvulas, conectada diretamente ao coletor de admissão.
A separação dos gases do cárter acontece em duas fases. Em primeiro lugar, o separador primário do óleo presente no suporte do filtro de óleo remove a maioria do óleo suspenso nos gases. Em segundo lugar, o separador na tampa de válvulas remove o restante vapor do óleo dos outros gases.
As variantes com turbocompressor possuem um sistema de controlo de pressão mais sofisticado. A válvula de controlo de pressão de duas fases está localizada na tampa de válvulas.
Quando existe vácuo no coletor de admissão, os gases fluem para o coletor de admissão. Quando existe pressão do turbo, a válvula unidirecional presente na válvula de ventilação fecha e os gases fluem para a tampa de válvulas.
Ao longo do tempo, a contaminação resulta na redução do fluxo de ar e a membrana de borracha no interior do separador de óleo pode romper. Adicionalmente, os retentores das uniões entre os tubos de ventilação ficam ressequidos e deixam de vedar.
O separador de óleo ou os tubos com defeito provocam os seguintes sintomas: o ralenti do motor tende a flutuar e por vezes até desliga, ruídos provenientes do motor ao ralenti, e aumento do consumo de óleo.
Vários modelos BMW, equipado com motor N20
Nos motores BMW, o sistema de ventilação do cárter foi desenhado para estar localizado fora do motor. No motor N20 – e muitos outros – a válvula de ventilação do cárter está incorporada no topo da tampa de válvulas.
Os gases fluem em direção à admissão, através de comportas naturalmente fechadas por molas presentes na tampa de válvulas. O óleo presente nos gases é separado pelas comportas e flui, ao longo das paredes, em direção à cabeça do motor, através de uma válvula anti-retorno. Os gases, agora sem a presença de óleo, fluem para o sistema de admissão do ar.
O defeito mais comum deste sistema de ventilação do cárter é a rutura da membrana de borracha da válvula de ventilação. A tampa de válvulas, continuamente exposta a ciclos de calor e vibrações, pode quebrar e apresentar fugas. As galerias do separador de óleo podem entupir com partículas de óleo e resíduos.
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